sexta-feira, 25 de maio de 2012

JOANINHA NO CANGOTE 2012 (II)

A segunda Joaninha no Cangote de 2012 *** "Como é bom sonhar, poder recordar, vendo cinco estrelas no céu todo AZUL, eu quero é cantar para um dia brilhar tua história, meu canto, Cruzeiro do Sul " ***  Música verdadeiramente cruzeirense, do autor ao sentimento *** Ontem pela madrugada  parei pela primeira vez durante esses mais de 15 anos para olhar o céu estrelado da cidade *** Torci muito pra ver o moço do disco voador, sêo Raul *** Calma e estrelas, era tudo que mais queria.

 E 2012 promete pra carai ! *** Será que desta feita terei mesmo que usar GPS para achar o caminho de casa ? *** Comprei-o ainda no primeiro ano de mandato de um fulano-de-tal que prometeu fazer de Cruzeiro Sul " um canteiro de obra" *** Entenderam por aqui agora está tudo de pernas para o ar ? *** Alguém já viu canteiro de obras arrumado ? *** E a pôrra do meu GPS zeradinho por falta de uso nestes 04 anos perdeu a bateria ...

Enquanto isso no bairro do Miritizal o povo reclamava dias desses do asfaltamento  de um ramal *** Os manos da tetra estatal só querem asfaltar 600 metros do ramal *** E qual é o nome do ramal ? *** Ramal dos preguiçosos *** Foi um morador que disse na televisão *** "Ramal dos preguiçosos" quiáquiáquiá*** ô povo gozador !! *** "A banana é com casca ou sem casca, manos  ? Com casca ? Então toca pro cemitério !"  E João Morreu de tanta preguiça de ter que descascar uma simples banana...*** Essa estória do João preguiça eu li ainda criança *** Nunca mais esqueci *** 600 metros ...hum...será que alguém ama-pobres tem fazenda por lá, hein ? *** Era que só faltava: o cara ter uns cabecinhas de gado no ramal dos preguiçosos *** aí sim, seria muuuita coincidência... 

Política, política, política que tanta ojeriza, ultimamente, tem me causado *** E o meu interlocutor quis saber : "Vc gosta mais da coluna do Nelson ( Juruá on-line) ou da coluna do Crica (AC24HORAS) ? " ***
Bom, coluna não é comigo, não sou massoterapeuta *** " Tô falando da coluna política, cretino !" *** Eu prefiro ao Nelson *** quer dizer, da coluna dele *** Nelson conhece melhor os bastidores da política da City of work and citizenship *** E Crica só sabe mesmo é da White River City *** E mais : Nelson sabe escrever o nome do prefeito certo, assim com "V"*** O outro escreve com "W" *** Será que é negócio de numerologia ? *** será que a soma dá quinze ? *** Eu não tenho coragem de fazer a soma *** Nom ecxiste, isso ? *** Com a palavra o mestre Quim, também conhecido como " Timbu" *** Nenhum dos dois vivem as minhas expensas, ora pois ! *** Não me devem nada *** No máximo eu carrego umas lombrigas oxi *** Cada um viva a sua felicidade ao seu modo *** Eu sou tremendo infeliz que não inveja a felicidade alheia *** Gira.

O Jurubeba caminha para a marca de 100.000.000 de acessos *** e eu continuo ignorado, pobre, ignara e pedante  *** Será que nunca deixarei de ser plebeu ? *** Ninguém me convida para ministrar uma palestra sobre como não se deve escrever, jamais *** Mas os textos do Jurubeba's estão servindo de exemplos nas aulas de redação aqui no Juruá *** Os professores estão dizendo : "eis como nunca escrever um texto decente" *** É minha contribuição à educação *** Mas money que é good nós não have, já cantava Joel Santana *** Não, era os Mamonas *** e nós temos é que workar pra carai, ou 'for dick' como diria o misógino man.  

100.000.000 aí vou eu ! Será que vou ganhar um patrocínio finalmente ? *** O centro maior de discussão política, filosófica e sexual da Via Láctea ! *** " Tem que ter competência para se estabelecer, cabeção ! "  Onde foi que ouvi isso ?   *** Não foi comigo *** Sou orelhudo, não cabeção *** E o que é " estabelecer" ? *** E na última discussão sobre racismo : Jairo qual é tua raça ? *** E eu lá sou urso para ser classificado como branco, preto ou pardo ? *** prefiro a raça humana, com todos os toscos defeitos *** à imagem e semelhança de Deus uma pinóia *** Só gente com problemas discute esse troço de raça *** Sou um infeliz mas não a esse ponto *** Eu prefiro olhar as pernas, o lombo traseiro, os faróis das minas *** Tô pouco me lixando para a cor da pele e cabelo *** Não perco o meu tempo com essas baboseiras *** misóginos e hipócritas !

Por hoje é só, ó febre telúrica febre do T*** Com ou sem balancê *** Antes de dormir *** Para mais me embrutecer *** Ver *** TV*** bobéia *** Que nem c *** c, entendeu ? *** c...***zzzzzzzzzzzzzzzzzz

segunda-feira, 21 de maio de 2012

DUAS MENINAS, DOIS RIOS, DOIS TEMPOS, UMA FOTOGRAFIA E UM BLOGUEIRO LOL

www.facebook/alberanmoraes


A  foto acima foi pescada do facebook,  disponibilizada pelo cantor da terrinha, Alberan Moraes, o  "nauasakiri brasileiramente dobrado" aqui do local "onde o vento faz a curva".

Segundo o artista, a foto é de 1982, há 30 anos. Acionado o click no histórico " Porto do Cais". Ao fundo o enigmático rio Juruá.

Enigmáticas, também, são as fotografias que revelam o passado e confrontam o presente.

Não posso me por no lugar de quem está representado na fotografia, da mesma forma que não posso me colocar na posição do produtor da foto para saber quais seus pensamentos e intenção. Qualquer tentativa neste sentido seria mera imaginação.

Entretanto a fotografia tem o poder de funcionar como um elo entre dois tempos de modo concreto, porque ali naquele exato instante foi o que viu quem operava a câmera fotográfica e hoje 30 anos depois temos a mesma possibilidade de ver o mesmo espaço e tempo, preso na imagem.

Há trinta anos eu tinha pouquíssimo tempo de mundo e morava a centenas de quilômetros de Cruzeiro do Sul. Não poderia está no mesmo local da foto e muito menos no mesmo instante.

Não conheço as pessoas da foto e tampouco o operador da máquina.

Nada disso, porém, me impede, como observador, de confrontar, ou seja enxergar, a possibilidade de me colocar diante de algo que está aquém do simbólico, do real. E esta é a mágica da fotografia, ela fala por si e te arrasta no pensar.

Pela lâmina aquática, percebe-se a perfeita divisão da água preta do rio Môa/São Salvador com a água barrenta do Velho mais meândrico do mundo. O rio  "até a tampa" e o céu plúmbeo, carregado,  anunciando mais água, fartura de vida, maior possibilidade de se ligar ao mundo pela estrada natural..

De lá para cá muita coisa mudou.

O cais está abandonado pelo poder público, carcomido pelo tempo, servindo de mictório aos bebuns à noite e nos fins de semana . Sintomático. Cuidar de patrimônio público não rende voto, o passado não comove a opinião pública. Melhor mesmo é investir na comemoração dos dias das mães, tocar o mole coração delas. Maio é o mês do amor...

Revitalizar pra quê ? Isto não enche o 'bucho' dos eleitores famintos, à espera dos messias de pés de barro, dos milagreiros do século XXI que se compadecem com o sofrimento dos mais humildes. A velha tática dos novos coronéis. Isto não mudou.

Já o rio  não está mais assim tão belo. Está mais longe do cais e a água preta perdeu a força e a pureza. O igarapé São Salvador agoniza. Em frente ao antigo cais,  hoje é depositado a maior carga de lixo urbano trazida pelas águas do esgoto a céu aberto que se transformou o Igarapé do Boulevard.

Do outro lado do rio, o Miritizal, tão perto e ao mesmo tempo tão longe da cidade. Estrada da Variante nem no pensamento. Ponte sobre o Juruá ?  Capaz de alguém levar uma surra por tamanha falta de vergonha, se tocasse no assunto. Hoje já não há a distancia física. Espera-se ansiosamente pela aproximação social/econômica. Aí só tempo vindouro para dizer.

As duas garotas, se vivas_ e assim torço para que estejam _ são por agora senhoras maduras na idade, com filhos e possíveis netos. Espero que tenham vivido os sonhos, ou parte deles, idealizados na juventude quando o porto do cais ainda representava alguma coisa para a cidade, quando por aqui  "se formar" era o mesmo que terminar o ensino médio, já que o ensino superior era realidade distante.

Se a vida por esta banda  já foi mais severina, também foi mais social, mais bucólica. Os cruzeirenses já foram mais cruzeirenses. Hoje estamos mais globalizados, conectados ao mundo. O vento já não faz  mais a curva aqui. Compartilhar agora significa repetir as frases feitas nas redes sociais. Foto no cais ?  É "lol", ' # fato'. Segue a roda, um dia verão  beleza nestes tempos hodiernos. Gostou? Não aperte minha mão, clique em 'curtir'.

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Em tempo: O poeta Alberan Moraes cantará sobre o centenário cais no festival de musica_ Famp, com sua música ÂNCORA DE AMOR


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