sexta-feira, 21 de maio de 2010

Um dia é do Urubu, outro é da La U

Aha......a vingança é um prato que se come frio.Corinthiano e sofredor (e sempre), fui obrigado a ouvir, calado, por duas longas semanas a gozação da galera rubro-negra.

Mas, agora estou vingado. Como é bom ver o sofrimento do outro lado  .Silêncio total na noite, sem aquela cambada de chatos fazendo passeatas. E hoje o dia está tão bonito, apesar de nublado.

Estou tão tranquilo e inspirado, por não ser obrigado a ver aquelas camisas _ de cores duvidosas _ manchando a paissagem da cidade,que resolvi parodiar o Drummond:


No meio do caminho tinha uma La U.

No meio do caminho tinha uma La U
Tinha uma La U no meio do caminho
Em 2008, não.Não tinha La U.
A culpa foi de Cabañas, o gordinho.

Eu, urubu , nunca esquecerei desse acontecimento
Depois de , na Libertadores ,  levar tanta porrada
Que no meio do caminho tinha uma La U
Tinha sim, uma La U no meio do caminho.

Caiu o império do amor, que de colesterol o técnico do time chileno
 apelidou. Droga ! ( quem precisa ? ) _ disse o imperador,
No meio do caminho tinha uma La U
Tinha sim, Love , uma La U no meio do caminho.

(agora que acabô, vamo subir o morro, levar um bocado de anões
e jegues
E continuar nosso império do amor...)


É isso ai !! gozação faz parte do futebol, assim como ganhar e perder. O resto é bola para frente .Eu,  tal  qualquer corinthiano,  já estou aguardando 2011, quando , enfim , vamos ganhar a Libertadores do centenário.Afinal o centenário do Timão só termina em setembro de 2011. E sem ter nada é o carValho , mermão !

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Sobre politiqueira política


Assistindo  um documentário sobre a vida selvagem no continente africano, série sobre os maiores predadores do planeta, comecei a divagar, fazer analogias sobre o mundo da política. E política é algo essencialmente humano ? Nenhuma outra espécie tem essa capacidade ?

No mundo animal, os predadores têm por tática, e essa tática não passa de  instinto, de atacar os elementos mais fracos do rebanho: os filhotes ou adultos debilitados. Isto facilita a caçada e garante sua sobrevivência intacta. Incrível. São selvagens e ainda assim buscam o melhor momento em nome da segurança e da objetividade.

Só que nem sempre é tão fácil. Por imperiosa ordem natural, às vezes,  para não morrerem de fome têm que arriscarem. Saírem da zona de conforto. E acabam atacando presas assim não tão fáceis.  Na falta das gazelas, zebras e gnus , atacam os elefantes  e os búfalos.

Entretanto, o que diferencia os elefantes e os búfalos, das outras espécies não é o seu porte físico e sua força. É a forma de como reagem frente ao predador. Os gnus , zebras e gazelas, tentam se defenderem apenas fugindo,  procurando confundirem o inimigo. Com isso abandonam os mais fracos à própria sorte.

Já os paquidermes e os búfalos, pelo contrário agem como um verdadeiro grupo. Protegem seus filhotes e não abandonam os mais fracos. Reagem ao ataque, forçando o inimigo a recuar, o que na maioria da vezes acontece.

Os elefantes têm grande massa corpórea. Os búfalos grande força. Mas isso seria inútil  se ficassem sozinhos,   sem a proteção da manada.  Os gnus , não tem a mesma força de um búfalo. Só que o número de indivíduos da manada é infinitamente maior.

Imaginem se os gnus tivessem a capacidade de fazer política e resolvessem, contrariando a natureza , se organizarem como um grupo. Coitados dos leões, leopardos, guepardos e hienas. Seriam milhares contra dezenas.  De nada adiantaria garras e dentes ante as forças de poderosos cascos e córneos.

No mundo político acontece algo muito parecido. Existem muitas gazelas,  zebras e gnus prontos a fugirem e deixarem os mais fracos a mercê dos seus algozes. Só que fazem isso não por instinto, tal qual acontece na natureza,  fazem por covardia,  por inveja e por uma imensurável ambição.  São irracionais,  mesmo pensando o contrário.

Esquecem que poderão no próximo dia da caçada serem eles, os mais fracos. E não terão o grupo ao seu lado. Serão presas fáceis. E não adianta se infiltrarem em meio aos elefantes e búfalos. Serão logo descobertos pelos chacais,  que se contentam com resto _ da carcaça,  deixada pelos leões. 

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Otoridades, saiam às ruas !!

Lembrei-me de uma lição de filosofia que tive ainda no ensino médio.Tratava-se do lendário encontro entre o conquistador macedônico Alexandre, O Grande e do sábio grego Diógenes, O Cínico.Este encontro tem muitas versões.

A que eu ouvi, dizia que Alexandre ao conquistar Atenas, soube da existência de um sábio, que vestia-se em trapos e que morava na rua.Segundo alguns, vivia em um barril.E nada tinha a ver com o personagem mexicano Chaves.O conquistador macedônico ficou sabendo que este  sábio estava a procura de um homem verdadeiramente livre que vivesse inteiramente para si mesmo.

Intrigado, Alexandre ordenou ao capitão de seu exercito que encontrasse o tal sábio, e lhe convidasse a vir ao seu palácio com toda pompa e respeito. Ao receber o convite , o sábio recusou prontamente dizendo: " _ Se é ele quem me procura, então que venha até aqui.A distancia entre o meu barril e o palácio é a mesma  , só que com sentido inverso".

Ao saber da recusa, Alexandre não se fez de rogado, saiu de seu palácio e foi ao encontro de Diógenes.Ao encontrá-lo vestido em trapos e deitado no chão sujo, foi logo dizendo: -" Homem simplório, eu sou Alexandre, O Grande, diga-me do que precisas e eu te darei.Posso te dar ouro,palácios,mulheres e poder...

Diógenes permaneceu deitado,levantou a cabeça e disse "_Senhor, apenas não tires de mim o que não podes me dar. Por favor, saia da frente do meu sol !". Alexandre ,que massacrou poderosos exércitos mundo a fora, poderia perfeitamente decapitar aquele insolente mendigo, um insignificante .

Mas, o macedônico , não era Grande a troco de nada. Reconheceu ali um igual .Retirou-se com seu exército e levou consigo a profunda lição que recebeu de seu interlocutor.Recordando dessa prosa ,penso que algumas autoridades em nossa cidade deveriam sair de seus refrigerados castelos e ir até o povo.

Talvez assim, não tomassem medidas unilaterais que tiram da população, mais necessitada , justamente o que não podem prover. Infelizmente ,ao que parece, poucos poderosos têm a grandeza de Alexandre.É mais cômodo mandar decapitar o mendigo sem precisar sair do castelo.Aqui_ainda_ o sol não nasce para todos.

terça-feira, 18 de maio de 2010

O óbvio e o obtuso


Fonte: Jornal Voz do Norte

Estive ausente da rede. Não sou economicamente viável. A culpa foi da tecnologia . Estive vítima da 3G que de jegue só tem o trotar. Viva as privatizações das Teles !  Telebrás vem aí, laiá,laiá,laiá. O Serra começou a cair, laiá,laiá,laiá...

Bem que queria ter aproveitado a folga e ter visitado a minha Zaratrusta. Talvez assim eu conseguisse entender o que diabos está ocorrendo em nossa cidadezinha. Até torneira que distribuía  água , grátis ,estão fechando.E eu bebia daquela água ! Nunca peguei diarréia por causa disso.Talvez seja porque até hoje eu pensasse que água potável fosse água de guardar em pote. Ser pobre e ignara tem suas vantagens, mas parece que água "de graça" não é economicamente viável.

Escapei do chefe Nietzsche , mas acabei esbarrando no sacana do Roland Barthes em O Óbvio e o obtuso. Aquele papo todo sobre mensagem denotativa e conotativa que, segundo o cara , toda foto tem. Pronto. A danada desta foto aí em cima não saiu mais das minhas retinas.Tinha até esquecido.Mas aí o editor do blog Farofino divulgou-a novamente.Quer ver o troço ?

Qual seria o óbvio ? qual seria o obtuso ? Juro que  passei dias procurando pela mensagem conotada da imagem.Comecei pensando que se tratava de uma lição de como se pular uma cerca.Logo desisti da ideía. O homem da foto é um bom pai de família  e um cristão.Não ia querer, por certo , passar essa mensagem subliminar aos outros machos da espécie. 

Outro momento, pensei que a mensagem  conotada ,ou a significação segunda, era a rua esburacada  que  aparece em segundo plano.Não. É obvio demais .Depois passei para as nuvens escuras no céu.Talvez significasse as turbulências que a popularidade do homem iria sofrer devidos  suas ações futuras.Mas, aí já era coisa para mãe Dinah.E uma coisa que a vidente não entende é de signos semióticos e semiológicos.Talvez dos signos astrológicos.

Já estava desistindo, quando lembrei de uma lição da investigação semiose: " O maior se esconde nos detalhes". E enfim, conseguiu decifrar a mensagem conotada, habilmente manipulada pela fotografia através do recurso da pose: O Mestre, diferente do que dizem seus desafetos, não tem somente duas camisas, uma azul e a outra verde, ambas com um "jacarezinho" desenhado. Ele também veste o listrado.Duas cores.  Zebra !!  Só que uma zebra não cai (ou sobe) duas vezes no mesmo lugar. Será ? Só em 2012, não é, Manuel Piau * ?

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