segunda-feira, 4 de julho de 2011

12.403/11 MOTIVOS PARA NÃO PREOCUPAR-SE






Porte de arma de fogo;
Disparo de arma;
Furto simples;
Receptação;
Apropriação indébita;
Homicídio culposo no trânsito;
Cárcere privado;
Corrupção de menores;
Formação de quadrilha;
Contrabando;
Armazenação e transmissão de imagens pornográficas de crianças;
Destruição de bens públicos.


Os coloridos crimes acima  tem em comum a pena que é de até quatro anos de reclusão. Como somos um país sério, preocupado com a garantia dos direitos humanos, agora quem os praticar podem, rigorosamente, ser punidos com a aplicação de pagamento de fiança ou de medidas educativas.

Como estamos beirando a perfeição da civilidade, antes de ser punido por essas pequenas bobagens, você agora  cidadão _ não tão de bem assim , ainda precisa ser reincidente no assunto.
Mas ainda não acabou. Para ser reincidente só precisa ser condenado em um julgamento. Considere que a média dos julgamentos no país das causas justas é 5 anos. Isto significa que até lá pode-se ser pego em flagrante, quantas vezes for, que nada de cadeia, apenas uns reais desembolsados ou a prestação de serviço mole em alguma unidade pública ou filantrópica.

A nova lei (12.403/11) visa esvaziar os presídios e assim garantir uma maior comodidade aos detentos praticantes de crimes mais ofensivos, que reclamam da superlotação das celas, motivo pelo qual não conseguem recuperar-se socialmente. A lei faz parte do pacote da reforma do código penal que os nossos dignos representantes políticos estão a definir.

Nós, um país dos trópicos e atrasado, deveremos aplicar uma lição aos países desenvolvidos. Enquanto estes buscam com relativo sucesso combater o crime com leis duras e severas, mostraremos que é possível atingirmos a segurança de nossa sociedade libertando nossos presos. Quem sabe um dia, eles cansem de tanto cometerem crimes e não ser reclusos. O homem é bom. Lobo é coisa de fábula. 

E como a vida e segurança nossa ,de nossos familiares e amigos , trata-se de coisa séria, deixemos nas mãos dos políticos. Eles sabem o que fazer. Na proposta original ( PCL 111/08) previa-se ,também, o fim da prisão especial para autoridades e portadores de diplomas em curso superior. Claro, para o bem e felicidade geral da nação esta parte foi suprimida. Nossos deputados, senadores e autoridades em vias de regras também são gente.

Como tudo está em boas mãos, líderes religiosos preocupam- se em por na pauta de suas igrejas e ministério uma cruzada contra os direitos dos homossexuais. Não parecem estarem preocupados com esta vida terrena, já que têm certeza que uma outra os espera. Talvez a bandidagem os ajudem a ver Jesus mais rápido.

Por sua  vez os grupos dos direitos humanos lutam pelos privilégios aos gays, como se o fato de gostarem  de queimar o anel ou colocarem aranhas para brincar , seja motivo para benesses sociais. Quanto a questão das leis penais, preferem, indubitável, ao ser humano. Errar é humano e quem erram mais são os criminosos. A lei caem-lhes como uma luva. Não há com que se preocupar neste caso.

Enquanto um está se escadalizando com o destino do ânus do outro, estão nos empurrando, com areia, brita e cerol, mas devagarzinho, um novo código penal. E nossas praças sem banda e nem passeatas

Há quem alegue que essa medida humanitária, finalidade mor da lei em questão, resultará em economia à nação já que o gasto com a per capita dos presos é alto. Bom. O difícil é saber um local seguro onde guardar esse dinheiro economizado , com tantos desses meninos bonzinhos à solta por aí, a começar por algumas  autoridades com nível superior.



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