sábado, 31 de março de 2012

HOJE DE ALMA ACREANA NA MÃO




Cansado desta patusca sobre polítiqueiras  já me preparava para curtir meu final de semana na calmaria de minha Ipapeconha, quando o carteiro chegou e o meu nome gritou com um pacote nas mãos _  hoje,  entrega-se tudo, menos cartas.

Deixemos de frescuragens !

Na verdade os Correios entregaram já faz dois dias. Só hoje é que aqui em casa lembraram de me passar a bola.

Fiquei muito satisfeito em receber o livro por camaradagem do seu autor, o tarauacaense do seringal Sumaré,  Isaac Melo, que escreve o blog ALMA ACREANA , direto de Belo Horizonte/ MG.

Irei ler, com calma, deitado em minha rede à margem de qualquer igarapé que banha Ipapeconha para melhor ouvir "o estalar do papel no toque dos dedos (p.7)".

Ainda assim, já adiantei a leitura do capítulo que narra um pouco sobre a história do alagoano Craveiro Costa, que marcou presença aqui em Cruzeiro do Sul, notadamente na área educacional.

Aí já começou  bater a curiosidade : onde se localizava, na cidade, o Liceu "Afonso Pena" do qual o autonomista Craveiro Costa foi nomeado diretor em 1907 ?     

E em qual morro da cidade ( seria o da Glória ? ) o professor, literato e jornalista morou durante muitos anos ?

A cada vez que tomo conhecimento sobre os principais personagens dos primórdios da civilização nacional aqui no Juruá, percebo o quanto eram intrigantes.

Eu não procuro herois. À teia do social e do histórico ninguém escapa ileso, se for homem humano. Não devemos julgá-los pela ótica de nosso tempo. Eles foram gente com pecados e acertos lá no seu tempo e espaço.

De alguns, os bons feitos ficaram. 

Entretanto, uma coisa eu estou comprovando cada vez mais:  já fomos melhores em termos de qualidade em nossos dirigentes políticos e intelectuais.

Hodierno, as antas  prevalecem por aqui e estão cada vez mais abastardas. E seus maiores feitos ? A iniquidade consciente  !

Mas deixemos essas tranqueiras pra lá. Cansei.

Ipapeconha, meu paraíso, aí vou eu !

E quanto a você meu caro Isaac, se o seu livro "é singelo e simples como a água do nosso Juruá", deve como tal ser caudaloso a nos levar a conhecer um pouco dessa Alma Acreana dividida em cada curva de nossos rios , meandros.

Aí a gente vai juntando, vai.

Obrigado pelo fraterno. Saiba que é reciproco. 



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